A história

Carlos Villagrán Eslava (12/01/1944-)
por BrunoSamppa

Nasceu na colônia "Nativistas" da Cidade do México em 12 de Janeiro de 1944 e cresceu em uma família muito pobre.

Eram seis no total: seus pais e quatro irmãos. Duas irmãs menores e um irmão maior que ele. Não tinha sapatos nem colchão para dormir, e nem portas pra fechar, mas isso não fez que ele tivesse uma infância triste.

Villagrán é "Quico" desde pequeno. Seu pai lhe pedia pars imitar seu tio Chaperas que vivia em Chihuahua e tinha bochechas grandes. Carlos o imitava as mil maravilhas.

Já foi fotógrafo e até jornalista

Trabalhou em tudo desde pequeno, graduando-se como a maioria das pessoas de sua época: na "Universidade da Vida". Aos 23 anos trabalhava em fotografia profissional e trabalhou por uma temporada para um dos mais importantes jornais da Cidade do México. Foi fotógrafo do jornal "Heraldo" em 1967, um ano antes das Olimpíadas do México. Estavam solicitando fotógrafos com um pouquinho de experiência para ensiná-los e assim trabalhar nas Olimpíadas. Cobriu eventos sociais, esportes, informação geral e espetáculos. Isso lhe deu a oportunidade de entrar na televisão, já que com a credencial de jornalista entrava até nos estúdios e pedia trabalho aos diretores de programas.

Encontrou um uniforme de marinheirinho no vestuário da "Casa Tostado", uma empresa que fornecia os vestuários para a Televisa. Com isso procurou um gorro e colocau "chifrinhos" nas franjas dos cabelos envolvidos no gorro, para que não se parecesse com "Chabelo".

Carlos Villagrán "Pirolo"

Quando veio a oportunidade no "Canal Ocho" de fazer um programa para crianças. Trabalhando juntos Rubén Aguirre e Carlos Villagrán. Cinco minutos antes de estrear o programa, Carlos Villagrán receberia o apelido de "Pirolo" pelo cubano Sérgio Peña. Carlos Villagrán queria simplesmente ser chamado de "Carlos" ou "Carlitos", mas Sérgio queria algo mais chamativo, como se fosse um "nome de guerra", e acabou ficando "Pirolo". O nome encarnou tanto que quando passou a fazer parte do elenco de Chaves, era apresentado no começo do programa como Carlos Villagrán "Pirolo" (o locutor era Jorge Gutiérrez Zamora). Posteriormente tiraram o "Pirolo". Então veio o convite: Rubén já trabalhava com Chespirito em "Los Supergenios de la Mesa Quadadra", assim como Maria Antonieta e Ramón Valdés. Chespirito necessitava de atores para o elenco de "Chaves" (o qual combinou todo o projeto com Ramón Valdés). Já estando convidado para o elenco Rubén, Rámon e Maria. Como Rúben já conhecia e trabalhava com Carlos Villagrán, recomendou a Chespirito, Carlos Villagrán para o personagem.

Chespirito já havia visto Carlos personalizado como um menino de bochechas infladas já em cena numa obra chamada "Loquibambia" que foi apresentada no "Teatro 29 de Dezembro", muito antes de surgir o Quico.

Depois Chespirito o enriqueceu com seu roteiro. Porém o personagem é de Carlos Villagrán, ele o inventou, e ninguém lhe disse como fazê-lo. Personalidade e caracteríticas são de Carlos Villagrán. Daí nasceu o Quico.

El Chavo, em 1975, passaria a se chamar El Chavo del Ocho

Tudo começou com um "sketch" de 10 min. O qual não saberia se daria sucesso ou não. O resultado foi imediato, ria-se de tudo. Depois de oito dias, faz-se outra "sketch" de 10min... e vem a fusão dos canais do Telesistema Mexicano com a Televisión Independiente de México (TIM), Canal 8, de onde nasce a Televisa. O nome "El Chavo Del Ocho" foi sugerido a Chespirito e adotado em 1975. Cada um fez seu personagem, incorporando coisas pessoais para enriquecê-lo e dar-lhes uma personalidade individual, própria.

Carlos Villagrán cada vez mais se destacava como Quico, fazendo comerciais, e até se tornando mais popular que o próprio Chaves, o personagem chamava muita atenção, era quase que "folclórico".

Foi aí que durante o auge de "Chaves" a gravadora EMI Capitol levou a cabo a intenção de gravar um disco com "Quico" onde Carlos Villagrán interpretou dez temas que tocaram em todas as rádios do país em 1976. Posteriormente Villagrán gravou outro disco, "Quico y Las Ardillas". E em 1994 cedeu sua imagem para o CD brasileiro "Discoteca do Kiko" da Paradoxx Music, gravado pelo dublador oficial Nelson Machado. Recentemente lançou o CD "Fiesta con Kiko".

Personagem que lhe deu a fama

Então tudo mudou radicalmente quando Kiko se transformou  na estrela do programa.

Carlos fazia turnês com o elenco da vila, em nas coletivas de imprensa, quase 70% das perguntas eram dirigidas a Kiko, sua popularidade era muito maior que as dos outros personagens... porque ele inflava as bochechas etc.., por tudo que fazia. Segundo Carlos, Isso causou inveja, egoísmo e ciúme profissional por parte dos outros companheiros....

E foi assim que pouco a pouco se foi preparando sua saída do programa. A sorte do bochechão estava se acabando nas praias de Acapulco."Nos instalamos no hotel(Acapulco Continental) que era de Azcárraga, o presidente (Televisa) e bem estivemos assim... foram 3 capítulos que fizemos lá. Foi muito agradável...Contudo, éramos família"

 Esta seria a última gravação de Kiko com a vizinhança. Suas diferenças com Chespirito chegaram ao seu clímax no verão de 1978. 

"Foi uma decisão que eu tomei. Fui até Roberto Gómez Bolaños e que disse 'Eu já não quero mais seguir'. E foi por inveja, egoísmo, ciúme artístico, profissional, porque o personagem Kiko foi crescendo em mais popularidade e isso foi o que provocou minha saída do programa"

E essa linda vizinhança sofreu sua primeira baixa na sua história, o dono do canal, o patriarca da família Azcárraga ,proprietário do império Televisa, propôs um programa próprio a Carlos Villagrán, O Tigre Azcárraga nunca imaginou a resposta de seu empregado: "Emilio Azcárraga Milmo me mandou chamar até seu escritório. Estando já ali no escritório, eu sentado e ele parado me disse: 'Se for embora de Televisa e eu te parto...em dois, e irá levar... patas de cabra'. Repliquei: 'Não Senhor!, graças a essa tela - tinha um monitor alí e me referia a Televisa - eu sou popular'. Ok, me respondeu, 'quero então que me faça um programa sem as bochechas de Kiko'. 'Sem bocheras!?', me pareceu estranho, mas lhe disse imediatamente, 'Sim senhor como não'. Me disse: 'está bem, mas será supervisionado por Chespirito'. Então lhe disse: 'me permite...' Me disse: 'Sim ou não?', permita-me... 'sim ou não?' Senhor, é que há diferenças entre Chespirito e eu, e ele respondeu 'Não me interessa suas diferenças,...Sim ou não?' Me levantei com este orgulho que temos... e lhe disse 'não, senhor, muito obrigado'. E isso bastou para que me vetassem para sempre."

Assim Carlos Villagrán deixa Televisa. Foi então que foi convidado por uma televisão venezuelana para protagonizar um programa só seu. Ramón Valdés que era muito amigo e apegado de Carlos, vê a sua situação e presta total apoio e solidariedade ao amigo, e acabam protagonizando juntos a tal série venezuelana. Ramón Valdés era o "Sr. Moncho" (diminutivo modificado de Rámon). Depois da série, Rámon Valdés volta ao México e retorna as gravações de "Chaves" e cia. Carlos Villagrán morou na Venezuela por 8 anos. Depois de "Chaves", Carlos fez várias séries como "Kiko Botones", "El circo de Monsieur Cachetón", "Federrico", "El Niño de Papel", "Ah, que Kiko!" e outras mais.

Carlos Villagrán continua se apresentando em shows atualmente

Ao sair do programa, Carlos criou uma certa "briga" os com outros atores da série, principalmente com "Chespirito", envolvendo questões legais do uso do personagem, etc. Fofocas, boatos e declarações enriqueceram a rusga.

Além de arrumar inquietações por parte da ANDI, Televisa e Chespirito, com quem luta para os pagamentos de seus direitos sobre o personagem, exibição, etc, também enfrentou um processo que envolvia o direito sobre o nome "Quico" (com C), que Chespirito já havia registrado. Tendo assim que registrar o personagem como "Kiko" (com K).

Fora isso, Carlos Villagrán montou um espetáculo, no qual faz apresentações até hoje como "Kiko". Este espetáculo tem sido um êxito total em toda a América Latina. Inclusive, esteve no Brasil em 1996, realizou shows, e em 97 compareceu no "Programa Livre" e no "Jô Soares Onze e Meia", onde deu o ar de sua graça tomando a bebida que estava na caneca do Jô e ainda 'fechando' o "Quinteto". No Jô, Carlos conheceu seu dublador Nelson Machado. Falando nisso, Carlos Villagrán teve que aprender a falar português e imitar o Nelson para que nos seus shows houvesse semelhança entre imagem e voz.

Depois de mais de 20 anos, Carlos Villagrán compareceu em 1º de abril de 2000 na Televisa, onde se prestava uma homenagem a Chespirito. No final do evento, Carlos subiu ao palco para dar um abraço no velho amigo.

Carlos continua fazendo shows por toda a América, e atualmente vive na Argentina.

           

                 Publicidade para um show em Monterrey-México

 É pai de 6 filhos (inclusive um é apresentador de televisão, Paulo Cezar, que trabalha na Tv Azteca no México), e casado com a argentina Nora Tomazzoti, produtora e coordenadora de seus espetáculos.

Os programas

No fim de 1978, quando saiu do Chaves,Villagrán foi chamado para gravar uma série na Venezuela pela Radio Caracas Televisíon. Gravou várias séries, como Kiko Botones, Federrico, El niño de papel e Las nuevas aventuras de Federrico.Teve que usar o nome de Kiko, registrado por ele, porque Chespirito já havia registrado o nome Quico. Posteriormente, Carlos Villagrán gravou a série El Circo del Monsieur Cachetón no Chile(?) e ¡Ah, que Kiko! no México, pela emissora TeleRey.

.:: Clique no nome da série para saber mais detalhes!

- El niño de papel
- Federrico  
- Las nuevas aventuras de Federrico
- Kiko Botones  
- El Circo del Monsieur Cachetón  
- ¡Ah, que Kiko!


Os programas venezuelanos foram exibidos por volta de 1991 na Rede Bandeirantes (BAND) e dublados pela MAGA/MashMallow. Nelson Machado emprestava sua voz outra vez ao querido personagem.

Entrevista em Vídeo - Peru Notícias - 2002

.: Entrevista com Carlos Villagrán - clique [aqui] - Real Player - 5mb

Matérias Especiais

.:Aprendí y demostré que un artista puede vivir sin Televisa: Kiko

.:Carlos Villagrán: "Los celos de Gómez Bolaños me separaron de la vecindad"

.:Kiko : es el niño eterno 

.:¡Chespirito es un tramposo y falso!: "Kiko"

.:A Kiko le vino el manso viejazo: Anunció retiro

.:Kiko: "Siempre fue necesario reírse, pero hoy es obligatorio"

O Dublador

.: O grande Nelson Machado - clique [aqui]

O Personagem

.: Conheça o Quico - clique [aqui]

Os discos
Nome: Quico

Fabricante: EMI Capitol

Ano de lançamento: 1976

País: México

Preço: ????

Nome: Quico

Fabricante: EMI Capitol

Ano de lançamento: 197?

País: México

Preço: ????

Nome: Yo Soy Quico

Fabricante: EMI Capitol

Ano de lançamento: 197?

País: México

Preço: ????

Nome: Quico y las Ardillitas

Fabricante: ????

Ano de lançamento: 1977

País: México

Preço: ????

Nome: Fiesta con Kiko

Fabricante: ????

Ano de lançamento: 1997

País: México

Preço: ????

Nome: Discoteca do Kiko

Fabricante: Paradoxx

Ano de lançamento: 1996

País: Brasil

Preço: ????